A base de todo investimento

Investir

Investir é gastar o seu capital em seu nome, com o propósito de aumentar a sua receita mais do que o depósito em uma conta corrente poderia lhe render.

A variedade de investimentos disponíveis é grande e a seleção depende do estilo de cada investidor. Mas é preciso diversificar para diminuir o risco.

Você pode escolher caderneta de poupança, fundos de investimento, imóveis, ações, títulos públicos, títulos de capitalização, commodities, moedas, derivativos (índices, contratos futuros, etc.), investimentos no exterior por meio de fundos específicos, dentre outros.

A base de todo investimento

Que quer investir deve se orientar pelas três características básicas dos investimentos e pelo seu estilo pessoal como investidor. As características básicas são:

Rentabilidade: Qual será o ganho da aplicação.

Segurança: Qual o grau de risco ou de incerteza oferecido pela aplicação.

Liquidez: Qual o prazo para obter os rendimentos ou para resgatar a aplicação, se necessário.

Quando se obtém maior rentabilidade

A rentabilidade de um investimento está diretamente vinculada à sua segurança e liquidez, em uma ordem inversamente proporcional.

Em geral, ninguém se arrisca em troca de nada, e correr riscos depende sempre do que se tiver a ganhar.

Investimentos de alta rentabilidade, geralmente, oferecem uma margem de segurança reduzida.

Correr o risco ou não depende muito do quanto se tiver para investir, de quanto será destinado ao investimento e do perfil do investidor.

Por quanto mais tempo o dinheiro ficar indisponível, maior deverá ser a rentabilidade oferecida pelo investimento. Nesse aspecto, o que pesa na decisão do investidor não é o montante a ser investido nem a sua ousadia para enfrentar os riscos do mercado, mas, sim, a sua previsão de utilização do dinheiro. De acordo com isso, o investidor poderá escolher entre investimentos que necessitem indisponibilizar o dinheiro por longo, médio ou curtos prazos, com rendimentos respectivamente decrescentes, ou poderá, ainda, escolher um investimento com alta liquidez.

Curto prazo e alta liquidez

A princípio, parece que estamos falando da mesma coisa. Teoricamente, um investimento de curto prazo tem alta liquidez, pois o dinheiro fica indisponível por pouco tempo, podendo ser resgatado de acordo com a necessidade. Mas as condições de um e de outro são diferentes e o investidor não pode ter idéias equivocadas a esse respeito. Observe:

Curto prazo

Investimentos de curto prazo são aqueles em que o dinheiro fica indisponível por um curto período de tempo. Durante o período contratado não se pode resgatar o investimento.

Alta liquidez

Os investimentos de alta liquidez não têm todos as mesmas características. Ações, por exemplo, podem ser uma péssima opção para quem necessite de recursos a curto prazo, uma vez que o momento em que se precisa do dinheiro nem sempre é o ideal para a venda das ações e o resgate do investimento.

O investimento em ações pode ser de alta rentabilidade, desde que não se precise resgatá-las quando o mercado estiver em baixa para aquelas ações. A caderneta de poupança, por sua vez, também tem alta liquidez (basta ir ao caixa e sacar a quantia depositada), mas a rentabilidade mensal é baixa, podendo até ser menor do que a inflação do mês.

Estilo pessoal de investir

Cada um tem um estilo na hora de fazer investimentos. Você precisa descobrir qual é o seu.

Os investidores pertencem a três estilos: conservador, regrado e ousado.

  • O conservador coloca a segurança do seu dinheiro em primeiro lugar, mesmo que isso represente rentabilidade e liquidez menores.
  • O investidor regrado opta pelo equilíbrio entre as três características dos in-vestimentos: não se arrisca muito nem sacrifica muito a rentabilidade e a liquidez do seu capital.
  • O ousado quer ver o seu dinheiro crescer, e rapidamente. Sabe que os investimentos que podem lhe dar esse retorno são de alto risco, mas ele gosta de viver perigo-samente e, portanto, arrisca-se.

Qualquer que seja o seu perfil, diversifique sempre os seus investimentos. Assim você não corre o risco de colocar todos os ovos em uma mesma cesta, pois alguém pode levá-la e você ficar sem ovos.

Para ser bem-sucedido, um investidor não precisa ter muito dinheiro; no entanto, deve saber como investi-lo.

Especialistas em investimentos

Se você quer consertar seu relógio, não o leve para o seu alfaiate. Por outro lado, se quiser fazer um terno sob medida, não procure uma relojoaria, e sim uma alfaiataria.

Se você quer investir seu dinheiro e não sabe como fazê-lo, é melhor procurar um profissional nesse assunto.

Efetivamente, não há como alguém ter domínio absoluto sobre situações tão instáveis e imprevisíveis como as que atingem, por exemplo, o mercado financeiro. Entretanto, a maioria das pessoas necessita encontrar um especialista em investimentos. Especialistas em investimentos são pessoas que fazem isso todos os dias, 52 semanas por ano. Eles podem ser classificados em três grupos:

  • Ingênuos: Não sabem que não sabem sobre o comportamento do mercado, mas pensam que sabem.
  • Espertos: Não sabem sobre o comportamento do mercado, mas fazem de conta que sabem e se aventuram a orientar os investimentos de outras pessoas.
  • Sensatos: Sabem que não é possível saber tudo sobre o comportamento do mercado e, por isso, não prometem milagres e loterias.

O tempo é o melhor de todos os mestres

O mercado financeiro é imprevisível. Das poucas certezas que se pode ter nesse mercado, uma delas é que, se você mantiver um grande número de ações diversificadas, por um longo período de tempo, terá maior probabilidade de obter com elas um rendimento superior a outros investimentos. E a outra é que, se as ações, no curto prazo, sofrem com as oscilações aleatórias do mercado, no longo prazo, elas tendem a subir. Resumindo:

Você terá rentabilidade alta se, durante décadas, puder manter uma carteira de ações diversificadas.

Acredite! Isso é praticamente tudo o que se tem como certo no mercado financeiro.

Para movimentar-se em uma terra que ninguém sabe ao certo se o norte de hoje continuará sendo o norte de amanhã, você precisa agir com muita cautela e procurar aconselhar-se com quem entende do assunto mais do que você.

O que você ainda não fez, mas que, se fizesse, teria um impacto positivo na sua vida financeira? Talvez esteja na hora de escolher um tipo de investimento em que aplicar o seu dinheiro. Conheça, neste artigo, um pouco sobre os quatro investimentos mais comuns do mercado.

Os quatro investimentos mais comuns do mercado

1. Caderneta de Poupança

Em geral, é o investimento preferido pelo pequeno investidor. Tradicionalmente conhecido como sinônimo de economizar, aplicar em Caderneta de Poupança não requer nenhum conhecimento prévio de investimento, mas tem a inflexibilidade do prazo fixo. Se o investidor sacar antes de trinta dias, perde o rendimento do período.

A melhor maneira de investir na Caderneta de Poupança é ter a disciplina de fazer depósitos mensais. Como diz o ditado, “de grão em grão, a galinha enche o papo”.

2. Fundos Mútuos de Investimento

Um pouco mais complexo, esse tipo de investimento exige um administrador para decidir que tipos de ativos o fundo deve adquirir. É um investimento atrativo, pois a diversificação é automática, o que gera mais segurança.

Se você nunca investiu em Fundos Mútuos, talvez necessite da orientação de um consultor financeiro. As aplicações nesses fundos podem ser feitas a partir de valores relativamente baixos, facilitando a participação de pequenos investidores. As instituições financeiras costumam prestar as orientações necessárias.

3. Imóveis

O segredo de investir em imóveis está em fazer uma boa compra. Se você tiver tempo para “garimpar” oportunidades, vale a pena. A localização do imóvel é fator crucial na compra para a sua valorização.

A pior casa bem localizada, tende a valorizar-se muito mais que a melhor casa mal localizada.

A segurança do investimento, de modo geral, é alta com rentabilidade e liquidez baixas. Se usar o imóvel para alugar, o investidor poderá obter, mensalmente, entre 0,8% a 1,2% do seu valor. Isso se aplica a todos os tipos de imóveis: comerciais, industriais, residenciais e rurais.

Existem alguns riscos embutidos no investimento imobiliário, tais como desvalorização pela obsolescência, depreciação pelo uso, as tendências de mercado que não se sustentam (chamadas booms imobiliários), etc.

4. Ações

Se você quer investir em ações, é melhor procurar um consultor financeiro que entenda desse mercado. Comprar ações é apropriar-se de parte de uma empresa, com ou sem direito a voto na assembléia dos acionistas, dependendo do tipo de ações adquiridas: ações ordinárias dão direito a voto; e ações preferenciais, não.

A rentabilidade desse investimento é muito variável e imprevisível; a segurança costuma ser baixa e a liquidez é relativa. É o tipo de investimento que deve ser realizado tendo o longo prazo em mente.

Começar algo, como investir, por exemplo, nem sempre é tão fácil quanto parece. Quando começamos, estamos apenas dizendo para nós mesmos que é pra valer. Sem começo, não existe meio ou fim.

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Todos os meus investimentos são rentáveis.

Economizar é acumular o que sobra do seu ganho.

Imagine alguém ganhando 20 mil dólares por ano, gastando 19 mil e guardando mil: o resultado é felicidade. Agora, imagine alguém ganhando 100 mil dólares por ano, gastando 110 mil e devendo 10 mil: o resultado é infelicidade. No entanto, a sociedade, em geral, aplaude muito mais quem ganha 100 mil e deve 110 mil do que quem ganha 20 e gasta 19 mil. Coisas inexplicáveis da natureza humana!

Economizar

A maior mentira que podemos contar a nós mesmos sobre riqueza é que se ganharmos mais dinheiro seremos ricos. Não é o quanto você ganha que o torna rico, mas, sim, o quanto você economiza.

A importância do dízimo pessoal

Se você é capaz de guardar mais do que 10% do que ganha, ótimo. Isso significa que a trilha da riqueza não será penosa para você, pois economizar já é uma prática no seu cotidiano. Mas eu quero enfatizar a importância de você reter em um investimento separado os 10% que constituem o seu dízimo pessoal.

Por que ter os 10% em um investimento separado? Porque 10 é um número cabalístico e existem algumas tradições que não nos cabe contestar. Se não nos servirem, devemos descartá-las; se forem úteis, devemos incorporá-las, como é o caso do dízimo.

O número 10 tem uma simbologia cabalística: 1 = criatividade e 0 = mais.

Quando você abre a torneira, sai o quê? — Água! A água que sai da torneira vai para onde? — Para o esgoto. O esgoto vai para onde? — Para o rio, para o mar, para onde tiver água!

Ou seja: assim como água atrai água, dinheiro atrai dinheiro. É esse o segredo por trás do pagamento do dízimo pessoal: a criação de um ímã para a atração de dinheiro.

Para economizar é preciso saber

Quando eu falo em dízimo pessoal, algumas pessoas dizem: — Ah, mas eu ganho tão pouco…

Eu costumo responder: — Ótimo. Dez por cento do que você ganha também vai ser muito pouco; então, será muito mais fácil guardá-lo.

Isso parece brincadeira, mas não é. Há pessoas que não conseguem guardar um centavo do que ganham. Vivem sempre no limite, ou ultrapassando o limite, porque não sabem gastar ou o fazem de forma compulsiva.

Imagine que você esteja trabalhando para superar as formas compulsivas e emocionais com que tem gasto o seu dinheiro e está sentindo a necessidade de ter um controle efetivo da sua disponibilidade financeira. De que você precisa para iniciar esse processo e saber, efetivamente, o quanto está sobrando ou faltando no seu orçamento?

De um fluxo de caixa. É disso que você precisa para saber se, no final do mês, você vai conseguir poupar algum dinheiro, além do dízimo pessoal, que é sagrado! Faça um. É simples e vai dar a você parâmetros consistentes para acompanhar suas finanças.

Noções básicas para economizar

Fazer economia não quer dizer gastar o necessário e guardar o que sobra. Você também pratica economia gastando dinheiro. A diferença é que, para isso, você precisa gastar mais naquilo que gera dinheiro e menos no que pode lhe trazer mais despesa.

Quando você ouve falar em ativo e passivo, o conceito que está por trás é este: o de colocar e de tirar dinheiro do seu bolso.

Se você gasta o seu dinheiro comprando um galpão em uma área industrial e o aluga para depósito de papel de uma gráfica, por exemplo, você adquiriu um ativo. Quer ver as vantagens?

  1. Todo mês aquele imóvel vai colocar dinheiro no seu bolso.
  2. Você não terá despesas com a conservação do imóvel: problemas sérios, como umidade, por exemplo, serão resolvidos pelo locador, em benefício do ativo dele (o papel) que lá estará armazenado.
  3. Seu imóvel não se deteriorará, afinal, o locador o manterá bem conservado.
  4. E, finalmente, imóveis em áreas industriais sofrem menos com a depreciação, que decorre basicamente de fatores externos. Por exemplo: quando o comércio invade uma área residencial, todos os imóveis localizados nela sofrem uma depreciação. Uma ocorrência dessa natureza dificilmente atinge um imóvel industrial.

Agora, quer ver o que é um passivo? Então, pegue o seu dinheiro e compre um barco! Você vai ter tanta despesa com ele que nem vale a pena enumerar.

Cultura versus ignorância financeira

A diferença entre pessoas que têm cultura financeira e pessoas que não a têm (independentemente de terem ou não muito dinheiro) é a forma como lidam com ativos e passivos. Uma pessoa financeiramente culta adquire ativos. A outra pensa que o faz, quando, na verdade, está comprando despesas e obrigações.

Cultura financeira não se aprende na escola. Como disse Soichiro Honda, “com um ingresso de cinema, podemos entrar em uma sala de projeção e passar momentos agradáveis; com um diploma, entretanto, nunca estaremos certos de poder entrar na vida.”

Afirmação para a Lei do Economizar (escreva-a três vezes, durante 21 dias:
Uma parte do meu ganho é meu, para guardar.